Imagine reformar um apartamento, que permaneceu com o mesmo layout por trinta anos!
O imóvel de 95m² pertence a um casal de meia idade que já estava cansado do mobiliário escuro e antigo, dos ambientes carregados de móveis e também mal aproveitados.
Pequenos espaços demandam grandes ideias para que haja total aproveitamento do mesmo.
Neste apartamento, localizado no bairro da Tijuca, Rio de Janeiro, cada milímetro foi considerado para não prejudicar a circulação e a ventilação do mesmo; assim foram criados espaços que pudessem se integrar e serem independentes ao mesmo tempo.
A arquiteta Ana Lívia Werdine dá dicas para quem quer lançar mão do tom sobre tom na decoração, mas tem medo de errar.
Assim como na moda, a técnica de sobrepor cores agrega peso e classe à arquitetura de interiores. Mas é preciso alguns cuidados para não errar, e causar uma sensação visualmente desagradável no ambiente.
Este apartamento veio com o desafio de atender as expectativas de um cliente, que buscava no estilo industrial quebrar com o padrão de uma arquitetura convencional.
O primeiro momento foi de modificações solicitadas à construtora do empreendimento, a título de ampliação de alguns espaços.
Este apartamento recém-entregue tem 60 metros, dois quartos e uma sala pequena. Também possui uma varanda com boa metragem, neste caso é importante avaliar o fechamento da mesma com cortina de vidro e integração do piso com nivelamento do mesmo.
Vamos conhecer agora o projeto e as soluções adotadas?
A sala ganhou metragem reduzindo a profundidade da varanda, e luz com a abertura de um dos quartos que passou a configurar um espaço de trabalho integrado ao de estar.
Projeto de reforma faz integração de espaços, para otimizar ambientes de apartamento.
O apartamento de 105m ² originalmente tinha 2 quartos com um w.c. para o corredor e espaços desconectados, a sala era uma “tripa” 7,54m x 3,20m; cozinha desconectada com a sala por uma copa mal planejada; w.c. e closet escuros e com um layout que não atendia as necessidades do cliente.
O projeto arquitetônico de reforma teve como diretrizes a integração entre ambientes, a ampliação e a desobstrução dos espaços, sobretudo aqueles de convívio coletivo.
Priorizou-se também a otimização das áreas de circulação e de serviços, que foram em grande parte incorporadas aos ambientes de uso diário e de estar.